Experiência pessoal com referências – ou não

Sendo holandês com trinta anos de experiência no Brasil, a adaptação pessoal em Portugal foi muito fácil; culturalmente falando, o país realmente parece um bom meio termo.

Isto dito, toda mudança é um processo de aprendizagem, e achar o caminho implica em também entrar em becos sem saída e tomar decisões erradas.

Como todo mundo, a gente procurou referências. Desde fontes na busca de uma casa, até coisas simples como achar um taxista amigo e de mecânico confiável até ajuda no registro de uma empresa.

Para dicas e introduções, eu tive muita ajuda de outros holandeses, enquanto minha esposa brasileira consultou bastante compatriotas. Afinal, é natural procurar informações junto a pessoas que falam a mesma língua e das quais a expectativa é que pensam mais ou menos da mesma forma.  É importante, porém, de lembrar que nisto pode ter sorte, como pode não ter. Porque a gente está falando de nada mais do que experiências aleatórias de outras pessoas.

Consultar a internet pode ser até mais perigoso, como eu mesmo descobri de forma dolorosa; notando a diferença de preços de carros usados entre Holanda e Portugal, pensei ser esperto já comprando um carro na Holanda. A burocracia descrita por pessoas no Youtube e no Google não me assustaram – afinal de contas estou acostumado com a burocracia brasileira… Mas no final, não foi a burocracia e sim o custo das taxas de importação que azedaram meus planos – simplesmente proibitivos há alguns anos. Acabei descobrindo tarde que tinha consultado informações defasadas, inclusive depoimento de pessoa relatando sua experiência no passado…

Seja como for, acredito piamente no valor de referências pessoais, mas num mundo ideal estes seriam menos aleatórias e mais estruturadas.

E foi assim que nasceu a ideia de fundar a REFERENCE RING Portugal!

 

Hans Mulder